terça-feira, 6 de abril de 2010

The way I do.



Dizem que são as pessoas que fazem o meio, então se é assim o mundo é uma droga! Já que todos que vivem nele são drogados, cada um com seu vício, cada um com o seu “crack” particular vivendo em mundos particulares, desde o meu pai, fissurado no trabalho de segunda a sexta, mas que nos finais de semana encontra nas águas da praia um refúgio. Passando pelo meu irmão, que tem a música como sua vida, é incrível como ele consegue enxergar beleza em cada nota, em cada acorde (assim como eu enxergo a beleza de seus gestos, seu toque), música para ele é como endorfina para seus músculos. Chegando até mesmo aonde menos podemos imaginar, como por exemplo, aquele professor de matemática, que por mais irritado e chato que pareça ser, consegue encontrar nos números e na arte de ensinar uma forma de ser mais feliz e de esquecer problemas particulares, afinal aquele mundo, o dos números e do saber, é o seu mundo, criado por ele e para ele.
Comigo não seria diferente, desde a primeira vez que lhe vi você fez questão de me mostrar todo o seu encanto que pra mim era veneno, e é como dizem, para combater o veneno nada melhor do que o próprio veneno. Mas quem disse que eu queria combatê-lo?! Não, eu não quero, pelo contrário eu o quero mais e mais, só para mim e para mais ninguém. O tempo só fez me mostrar que esse desejo era recíproco. Dar drogas a um viciado é crime!? Se não é deveria ser, já que ninguém nos ensina a largar um vício. E ninguém merece ficar como eu fiquei quando você foi embora naquele fim de tarde, deixando o gosto do seu beijo doce em minha boca, deixando o toque de suas mãos em minha pele, e me deixando com um vazio imenso que só podia ser preenchido por você e por todo o seu efeito alucinógeno. E agora, você vê o que fez comigo? Finalmente eu decidi pôr um fim nisto, e agora eu quero fazer do meu jeito...
Dizem que são as pessoas que fazem o meio, então se é assim o mundo é uma droga! Já que todos que vivem nele são drogados, cada um com seu vício, cada um com o seu “crack” particular vivendo em mundos particulares, inclusive eu, por pouco tempo. Aonde fica a realibitação?

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